segunda-feira, 25 de julho de 2016

GOSTO DE ABRIR JANELAS

GOSTO DE ABRIR JANELAS

Gosto de abrir janelas!

Hoje amanheceu frio de doer as canelas.
Aí abri a janela do atelier. Nossa! A luz invadiu profusamente a casa, tomando todos os cantos, desenhando o contorno dos livros, tomando meus olhos de assalto. Respirei fundo enquanto me deliciava, pois, a Serra da Larguinha, no Leste, estava envolta na névoa, bonita em seu lençol branco e o orvalho gélido pingava leve do telhado e da ponta das folhas quietas.

O ar frio entrou com a luz e senti uma coisa boa tomando conta de meus pulmões acostumados ao rumor obscuro da casa silente.

Deixei-me um pouco na janela acostumando os olhos à beleza... aí corri para o comedor e abri sua janela – outro ângulo do mundo, mais a rés do chão – e o limoeiro ali estava com suas folhas brilhando nugget (aquela pasta de sapato), úmido, frio e, diria, sorridente. O mato se espreguiçava aos primeiros raios da luz de um sol perdido na névoa, lá em cima, no andar de cima de casa.

Gosto de abrir janelas!
Inclusive quando converso com os estudantes que vêm fazer estágio aqui no posto, ou com meus filhos, amigos e amigas jovens (de corpo ou alma), ou quando penso nos acontecimentos que o mundo e o tempo me brindam, percebo aqui em meu corpo janelas me apresentando a luz da manhã, nem sempre é indolor, mas sempre gosto de que janelas se abram!

Recebam o meu prazer janelístico.


2 comentários:

  1. Áureo, lindeza de texto! Também adoro o frio e, em especial, sentir o vento frio qdo abro a janela do meu apartamento. Felicidade compartilhada. Abraço, Jana

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    1. Estas pequenas felicidades marcam a gente, não é Jana?

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