quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DILMA E O FEMININO

Lembro-me que nos tempos do regime militar comentava-se a boca pequena (e não poderia ser de outra forma) que no tempo em que Costa e Silva ocupou o cargo de presidente imposto, sua mulher deitava e rolava na governança. Inclusive naquela época se dizia que “a diferença entre o Brasil e um trem é que o trem vai pra frente e apita e o Brasil vai de costa e silva”. O povo sempre encontra uma forma de inventar alguma piada sobre quem está no poder. Isso é uma mostra da resistência, mas também denuncia o medo de se colocar ostensivamente. É verdade que naquela época quem ostensivamente colocava-se na oposição tinha alta possibilidade de desaparecer, ser torturado e morrer. Coisas, convenhamos, desagradáveis. Mas, ainda que a mulher de Costa e Silva realmente tivesse algum papel no poder, ela não era efetivamente presidente da república. Agora temos oficial e efetivamente uma mulher como dirigente maior da Nação. O que tenho pensado é quanto ao quanto esta mulher representará verdadeiramente um caráter feminino no governo. Devo dizer que dois livros me vêem à mente quando inscrevo no papel virtual estas letras. Um deles escrito por uma mulher, O Cálice e a Espada de Rhiane Eisler, Ed. Imago, um livro de leitura obrigatória. Uma das vezes que o li tomei o cuidado de fazer comparações com outros livros de história o que me causou maior certeza do seu valor. Deveria ser livro de texto nas escolas. Acho-o essencial para conhecermos nosso tempo e os tempos passados. O outro é A Teia da Vida de Fritjof Capra, Ed. Cultrix/Amana Key, que nos remete ao futuro em termos de compreensão da vida. Penso que a leitura destes dois livros podem contribuir significativamente para que consigamos superar este momento da humanidade onde as mudanças partilham presença com o sofrimento e a incerteza. Além disso podem trazer luz sobre o papel da mulher (e consequentemente do homem) no mundo hodierno, seja no dia-a-dia, seja no governo de empresas ou nações, como é o caso de Dilma Rouseff. Há que registrar que estes comentários nada têm a ver com a qual partido a presidente esteve ou está vinculada. A presidente é de todos, inclusive daqueles que não votaram nela. Outrossim não estou aqui (e neste momento) tratando do bom ou do ruim da continuidade do governo Lula, ou da pessoa de Dilma enquanto indivíduo particular com ou sem competência para governar. Quero tratar agora da mulher no governo e de se esta mulher no governo traz uma governança feminina. Apenas como esclarecimento acrescento que caso Marina fosse eleita o artigo teria a mesma pertinência.
Temos dois exemplos marcantes de mulheres governando países em período recente. Margaret Tatcher e Golda Meyr. Sempre me pareceu que, embora mulheres, não eram distinguíveis dos homens quando de sua ação política. Ou seja, travestiram-se. Contingências do cargo e do tempo? Talvez. Penso que não teriam alcançado os postos que ocuparam se não tivessem se adaptado ao jeito masculino de fazer política. A feminilidade dessas mulheres impressionantes seguramente ficou reservada para os seus esposos, filhos e netos. Mas, repito, enquanto governantes, foram homens.
Há mais de cinco mil anos, na Eurásia encontramos civilizações que se caracterizaram por uma especial consideração pelos aspectos femininos da existência, que traçavam neste aspecto uma linha direta com os povos coletores caçadores, nos quais a mulher tem um papel bastante especial, conforme encontramos (por exemplo) no belíssimo livro de R. Leakey, A Evolução da Humanidade (Ed. Melhoramentos/Un. de Brasília). Na Sociedade Européia Primitiva as pessoas não escolhiam construir suas casas em lugares inacessíveis para proteção contra invasores e sim em recantos aprazíveis. Esta sociedade fomentava e valorizava a fertilidade, a construção de elementos que melhorassem a vida, em detrimento daquilo que a destruía, como as armas. Cidades como Çatal Huyük, na península anatólica, existiram por longos períodos sem guerras, assim assinalam os registros arqueológicos. Até que invasões de povos patriarcais (os kurgas ou kurganas) eliminaram este status quo e produziram novas sociedades com maior ou menor proeminência do elemento masculino, e com variadas formas de dominação de uns sobre os demais. Cidades como Mohenjo Daro na península indiana não tinham extremos de pobreza e de riqueza e seus habitantes contavam com sistema de eliminação de águas servidas há 9000 anos atrás. A última civilização com fortes características gilânicas (ou seja, de igualdade entre os sexos), os minóicos de Creta, nos legou cidades sem muros, um cuidado com o bem estar, expresso, por exemplo, no sistema de água para a população e uma arte totalmente desprovida de elementos guerreiros. Mas tudo isso foi substituído pelos povos patriarcais e nós, habitantes do século XXI, somos os produtos dessa radical mudança. Os nossos sistemas de pensamento têm embutidos a concepção de que a dominação de uns sobre outros é algo natural e interpretamos os fenômenos naturais e sociais como acontecimentos centrados na luta, na guerra, no confronto e na hierarquia de dominação. O filósofo grego Heráclito, filho de uma sociedade tremendamente machista – para os gregos a mulher era inferior a ponto de sugerirem que as relações homossexuais masculinas eram preferíveis às heterossexuais (veja isso n’O Banquete, de Platão) – considerava que o próprio ato de existir era fruto da luta entre os elementos da natureza. A idéia de interação dos opostos não era tão cara ou comum em uma sociedade onde a guerra era uma constante. Para os gregos a Ilíada, o livro de Homero que descreve os últimos momentos da Guerra de Tróia, era o texto onde aprendiam ética e moral, daí ser-lhes difícil compreender o mundo em termos pacíficos. O livro permanece hoje como fundante da nossa cultura, porém já começamos a, sem deixar de reconhecer-lhe o valor, criticar os princípios sobre os quais se assenta.
Nos últimos anos do século XX, principalmente no mundo Ocidental, onde é possível, graças ao pensamento democrático, a crítica, começou uma mudança deste paradigma. As percepções, técnicas, valores etc. que aprendemos têm sido questionados profundamente e iniciamos uma época difícil por trazer a insegurança do novo (e não estabelecido), porém fértil e rica em possibilidades para uma sociedade cansada (porém viciada) de injustiças. Daí, surgiram movimentos que propugnam novas relações entre as pessoas e insistem na percepção de que a diversidade é desejável, de que somos parte do meio-ambiente e também no reconhecimento da igualdade inerente a todos os seres. Neste novo paradigma não cabe avanços científicos ou econômicos sem avaliação de seu impacto social e ambiental. Nos estudos sobre ganhos de certas tecnologias há que incluir os prejuízos ambientais que a sociedade como um todo paga. A exemplo: Produzir energia com petróleo tem sido considerado mais barato do que a energia eólica ou solar (por causa do custo inicial dos equipamentos), mas não se incluía até agora nas contas o impacto da poluição decorrente do uso de combustíveis fósseis, custos estes que nós, pessoas comuns, pagamos, e pelos quais as empresas não são cobradas. Mas o principal são as relações interpessoais. Aqui não cabe dominação. E isso ainda é bem difícil para todos nós, mesmo aqueles que conscientemente querem um mundo melhor. Ainda estamos acostumados a mandar e/ou sermos mandados. Confundimos liberdade com irresponsabilidade, direitos com satisfação de desejos etc.
Dilma em sua juventude participou da luta contra as graves discrepâncias sociais. Diferentemente de personagens como Gandhi, que optaram por uma não luta contra a injustiça, ela optou por fazer parte de grupos clandestinos guerrilheiros. Àquela época eu estudava medicina e admirava a coragem destas pessoas, conquanto admirasse também a enorme coragem do Mahatma. Ainda os admiro, porque me lembro que os governos militares nos impuseram uma vida indigna e subhumana, uma vez que o ser humano existe, entre outras coisas, na medida da sua autonomia, da sua liberdade e responsabilidade. Dilma, como eu, ou como você que me lê, aprendeu que competir é mais aconselhável nas relações políticas do que cooperar. Ela alcançou o lugar que agora ocupa competindo arduamente contra outros grupos. Nesta competição, não apenas ela, mas eu e você, leitor, esquecemos que os adversários são pessoas da mesma forma que nós e que estão aprisionados no mesmo sistema de valores que nós. Os inimigos, de regra, são nossos espelhos reversos. Vejam, por exemplo, Franco e Salazar na Espanha e em Portugal e compare-os com Stálin ou Pol Pot na Rússia e no Cambodja. Os dois primeiros estabeleceram cruéis ditaduras de direita e, os dois outros, cruéis ditaduras de esquerda. Para as pessoas que sofreram perseguições, torturas, morte, perda de amigos, familiares e liberdade, qual a diferença entre esquerda e direita?
Hoje somos, enquanto espécie, muito poderosos e podemos destruir o nosso planeta. Em realidade o estamos destruindo. Movimentos pacifistas, ecológicos, eco-feministas, de economia solidária entre outros estão atuando na criação de um mundo novo. Dentre estes destaco os movimentos pelo diálogo reflexivo, franco, responsável e aberto (v. Adam Kahane, Como Resolver Problemas Complexos – Uma Forma Aberta de Falar, Escutar e Criar Novas Realidades, Ed. Senac). Os nossos governantes estão muito longe destes movimentos, ou de levar em consideração suas conclusões e propostas. Agradar-me-ia em grande medida se Dilma entendesse oposição como possível complementaridade (aliás, que a oposição também entendesse isso), percebesse que o desejável crescimento econômico só se justifica na medida em que as próximas gerações não tenham suas possibilidades de bem estar e de sobrevivência negados e, mais ainda, que educação é mais do que repetição de sílabas ou palavras preestabelecidas e sim a construção de leitores e escritores capazes, dotados de autonomia (inclusive para questionar nossos valores). Em realidade, a questão não é o sexo do governante e sim o quanto ele já compreendeu da necessidade que o mundo tem de que os seres humanos percebam-se dentro e não fora, participantes e não observadores, juntos e não contra. Mas antes de exigir algo de Dilma, devemos procurar em nós os sinais de um novo tempo. Quando queremos impor nossas idéias, mesmo que elas sejam corretas e imbuídas das melhores intenções, estamos mantendo um padrão de dominação (em muito semelhante à conduta dos colonizadores cristãos na África ou América, obrigando os moradores a usarem roupas européias porque consideravam os trajes nativos ofensivos à moral), quando insultamos àqueles que por ignorância, por preconceito, ou por qualquer outro motivo, têm propostas diferentes das nossas, estamos dando continuidade ao pensamento colonizador, dominador, elitista, onde alguns são os donos da verdade e os demais não passam de uma massa amorfa, sem nome e sem vontade, sem valor e sem rumo. Queridos amigos e amigas, a ignorância é algo conspícuo no mundo; os mais sábios, algo não sabem e os que menos conhecem algo sabem para ensinar até ao sábio. Não espero uma mudança rápida nos modos de comportamento e na filosofia de vida de nossa população, nem de nossos governantes, e, claro, nem mesmo de mim (porque, lembro, fui criado dentro de um sistema e mesmo vendo suas fragilidades filosóficas e estruturais, estou impregnado de seu modelo), mas convido a todos a que continuemos a mudar a nós mesmos no sentido de praticar democracia, e, consequentemente, tolerância.
Recebam um abraço gilânico, de Aureo Augusto

31 comentários:

  1. Olá,Caro Àureo!
    Muito bom tê-lo encontrado na La Piedra,este feriadão,no vale do Capão.Acabei de ler o seu texto sobre a Dilma e o feminino,muito auspicioso.Gostaria que escrevesse um sobre as transformações climáticas,planetárias e individuais,em tempos de "2012"!
    Um abração,
    Fábio

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  2. Ricardo - Salvador4 de novembro de 2010 06:07

    Prezado Áureo,

    Já nos esbarramos no antigo IT, onde fiz trabalho terapêutico com uma colega sua. Acredito que uma mulher no poder é uma mudança de paradigma, mas fico com a sensação de que neste caso, a mulher é criação de um exemplo do machista brasileiro. Precisamos acompanhar se Dilma tem pernas próprias e exercerá de fato o poder.
    Saudações,

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  3. Caro Áureo.
    La nos confins da Chapada Diamantina,refiz meus caminhos e realçei meu amor, ví como te digo: a distância entre as ditas leis e a trasgresão destas.
    Abomino este sistema famigerado e vejo os heterônomos de ploriferando.
    A Terra; nave escolar.
    "A humanidade se comporta de uma forma adversa a verdadeira mensagem da natureza."

    http://iniciativasoberana.blogspot.com/

    Saudações amigo Áureo -

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  4. Parabéns por suas palavras tão bem fundamentadas e equilibradas.
    Acho válido citar outras mulheres que determinaram o destino da nossa "civilização" quando exerceram o poder(e foi muito poder):Cleópatra, Rainha Vitória,a viúva de Mao.
    Acho que o feminino pode ser tão cruel quanto o masculino.
    O poder que a Humanidade detem é enorme e pode destruí-la mais rápido do que os cientistas especulam. Sabemos que a Vida no Planeta se recupera, o Universo é vasto....
    Os dinossauros tiveram seu reinado e um asteróide os destruiu. Os Homens pelo visto, não vão precisar de asteróides.....

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  5. Pois eu espero apenas que ela desempenhe de maneira sóbria e competente o cargo para o qual foi eleita. A questão de ser mulher, não deveria sequer ser citada, bem como não deveriamos acreditar que Obama seria o salvador da pátria porque era negro. Assim, fique a lição: não cabe mais discutir a cor da pele, o sexo da criatura, o comprimento dos cabelos ou os brincos que usa, mas a competência para o cargo que essa ou aquela pessoa foi escolhida. Parabens pelo blog. Um abraço.

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  6. Caro Áureo,
    parabéns pelo texto.
    Já ficamos na expectativa aguardando seus pensamentos traduzidos em palavras...sempre enriquecedor.
    Como sugerido acima, escreva algo sobre as transformações dos nossos tempos.

    Abraços.

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  7. Kátia Maria Franco4 de novembro de 2010 15:20

    Você sempre brilhante. Gostei tanto do texto que ousadamente postei no Fórum - De Freud a Goleman em que já postei com sua autorização outros trabalhos, aproveitei para fazer propaganda de seu maravilhoso blog. É muito bom ter pessoas como você que partilham sempre coisas tão positivas e reflexivas neste país tão cheio de analfabetos funcionais...

    Grande abraço

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  8. Prezado amigo Áureo.

    Belo e enriquecedor texto.

    Preciso concordar com o post do Achel.E concordo mesmo.

    Eu espero, sinceramente, que ela exerça realmente o que lhe coube ao ser eleita pela maioria e faça com os seus próprios braços. Não crio grandes expectativas, não a vejo como salvadora da pátria mas até que estou esperançosa que ela venha ser uma Presidenta de mão cheia.

    Mas não por ser mulher. Ah, não. Vamos parar com isso.

    Que são as mulheres que cozinham melhora, que são as filhas que irão acolher os pais idosos, que são as mulheres que são mais mães e por aí vai.

    Qquando eu trabalhei em um banco oficial, aqui em Salvador, fui gerenciada por uma mulher durante algum tempo e a experiencia foi insuportável. No entanto, quando troquei de departamento e meu gerente foi um homem, eu ameia a sensibilidade delee, o olhar que ele tinha para com todos.

    Quando eu tive empresa, gerenciei mulheres e homens, vi que mulheres juntas podem ser muito perigosas, rsrsrsrssr e fofocam demais...rsrsr Mas tive uma funcionária que eu mantenho o contato até hoje.

    Meus dois partos foram feitos por Obstetras pois eu sempre os considerei mais sensíveis, mais amorosos.

    Enfim.....TAmbém tenho amigos negros que eu amo de paixão, tenho um acolhido negro que é maravilhoso mas sei que tem pessoas negras que tb tem seus processos.

    Eu penso que estão criando uma celeuma pelo fato de Dilma ser mulher.

    eu penso que ela pode ser capaz, sim , de exercer a função, independente de ser mulher ou homem.

    Abraços

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  9. Achel e Jussiara têm razão em afirmar que nem se deveria mencionar o fato de Dilma ser mulher, como um princípio de verdade. Ou seja, não há nem que mencionar estas coisas superficiais... Então por que menciono? Ocorre que nós ainda damos importância ao superficial do sexo ou da cor. Isso é uma etapa do processo de liberação dessas coisas. Precisamos celebrar o fato de que ocorreu uma mudança tão significativa dentro do patriarcado que uma mulher foi eleita presidente do Brasil, gerando a questão (expressa por Ricardo) qto a se as pernas são dela mesma. E precisamos anotar que uma mulher sendo eleita pode não significar tal profundidade de ruptura paradigmática, pois pode ocorrer que ela mantenha-se como instrumento do mesmo e velho jeito de lidar com a realidade que instituiu a nossa sociedade tão injusta. Por isso, ainda carecemos, a meu ver, dessa conversa. Aliás, Fábio e Anônimo (nome bem interessante este), a questão feminina, desde as sufragetes, é um dos mais fortes aspectos das transformações pelas quais a humanidade vem passando. Anoto a sugestão de vcs de tratar das mudanças climáticas e outras, sem esquecer que a questão de gênero é um dos ptos cruciais de tudo isso. Ocorre-me ATB que a coisa é muito abrangente. A adversidade do comportamento humano pode ter a ver com o próprio processo de evolução biológica em Gaia/Terra. Voltarei a isso no futuro. Penso que é um tema para um seminário. Ou para um fórum, como aquele em que Kátia (e por isso sou grato) colocou o texto.
    Hoje conversava com um amigo e comentamos que precisamos aqui no Brasil, tratar destes temas, cada vez mais. TEmos condições e elementos. Temos tb urgência.
    Grato a todos.

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  10. Aliás, Alice, devemos pensar e conversar e tomar consciência, para que possamos deixar de lado a necessidade de um meteoro. Afinal, se está em nossas mãos construir ou destruir, que construamos, não é mesmo?

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  11. E aquela mulher sulista, querendo afogar cada brasileiro que elegeu Dilma, ah...isto realmente me preocupa. E é mulher.

    Taí o meu desapontamento e as minhas questões pelo fato de não podermos mais nos apegarmos a questões do sexo, cor, condição social, se é gordo, se é magro, se é loira, se é morena, se está idoso, por aí vai.

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  12. cada dia me sinto mais segura de que a certeza é uma mordaça... que é urgente que compreendamos (como diz Drummond) que o ser humano, que ele chama lindamente de "ser amoroso" não pode mais que compreender que se encontra "em rotação universal" e "rodar também e amar"...

    Adorei "os 'inimigos' são nossos espelhos reversos..."

    Obrigada pela mais que essencial reflexão...

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  13. Meu caro e bom amigo Aureo
    adorei suas reflexões. Como solicitastes, aí vão observações.
    Reorganizar o texto em quatro blocos: 1 - O surgimento do feminino no mundo (tem o caso da Argentina, chile e Alemanha); 2 - Sociedades calcadas no feminino; 3 - Sociedade patriarcais; 4 - nosso papel na construção de um mundo melhor.
    Pelo menos, nossa mentes treinadas, educadas no estruturalismo/positivismo/pragmatismo podem entender melhor suas ideias
    Se não me engano, Capra, no livro: "O ponto de mutação", faz observações sobre os hemisférios cerebrais, com o mundo ocidental e oriental. Leonardo Boff, na obra: "Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra", tem uma série de propostas semelhantes aos teus pensamentos.

    No mais, adorei o texto, assim como está e vou recomendá-lo.
    forte abraço
    washington bacelar

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  14. Salve Aureo,

    Mais uma vez voce expressa a sabedoria de que este mundo precisa ser bem cuidado para que as futuras geracoes tenham direito a existir num planeta capaz de sustentar a vida.

    Eu penso que os elementos masculinos nos dao a capacidade de se arrojar no desconhecido e descobrir novos horizontes, assim como os elementos femininos nos trazem a capacidade de fazer a vida florescer. Infelizmente o mundo moderno esta transformando as mulheres em homens porque supervaloriza a competicao e cria a ilusao de que so seremos felizes se estivermos sempre consumindo alguma coisa nova que acabou de ser colocada no mercado.

    Quanto ao governo eu penso que esta na hora do Brasil se preocupar de verdade com educacao e eu infelizmente nao vejo esse item como prioridade par esse governo. Mais importante que a proliferacao de Universidades eh a capacidade de darmos uma educacao basica de qualidade para as nossas criancas e os nossos jovens. O ensino primario e secundario tem que ser melhorado para garantir que formaremos jovens pensantes.

    Para mim a esperanca de dias melhores reside na educacao de qualidade e eh isso principalmente que temos de cobrar dos governantes e parlamentares recem eleitos.

    Um forte abraco,

    Riba

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  15. Pô Washington, eu deveria ter mostrado o texto pra vc antes antes de postá-lo. Realmente ficaria bem mais inteligível. Seguindo uma proposta de Fábio e Anônimo pensei (mas não sei se vou cumprir) uma séria de artigos sobre as mudanças planetárias, porém rastreando-as historicamente, desde a revolução neolítica. Suas observações me foram úteis nesse projeto.
    Sabe Patrícia? Acredito que não há possibilidade de continuarmos sem incluir a poesia. Um cientista da Mecância Quântica disse que para descrever um objeto há que analisa-lo nos mínimos detalhes e depois escrever um poema sobre o mesmo. Para conseguirmos evoluir há que incluir os Drummond da vida. Vc está certa.
    O desapontamento de Jussiara é meu tb. Ontem alguém me disse que a ignorância de quem sabe é pior do que a de quem não sabe. Por isso a educação é chave. Infelizmente até o presente não se mencionou isso no novo governo. Um país com um número espantoso de analfabetos funcionais, como é o nosso, carece de programas de educação realmente funcionais. Remeto-os à postagem sobre o Instituto Chapada que coloquei neste blog no ano passado. Aliás, cliquem no link na parte superior esquerda da página do blog.
    Abraços,

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  16. Não votei em DILMA, mas em outra mulher, MARINA SILVA, a filha do Brasil, nossa estrela do Partido Verde.
    Mas acho q Dilma, no atual momento/espaço histórico poderá fazer boa figura se nao se deixar dominar pelos sindicalistas e armadores (no mau sentido mesmo) do PT e pensar efetivamente no Brasil. É importante tb que ela utilize o seu lado feminino de intuição e delicadeza, para não ser apenas "um trator" a mais.
    Acho Dilma uma mulher com comando o que por si só já é muito bom num país como o Brasil, que carece de autoridade e bons exemplos. E estes sao justamente o que esperamos.
    Creio ainda que em termos de imagem internacional do país a sra. "Du Cheff" fará boa figura.
    Gostei dela ter garantido a construção do trem-bala, para que saiamos deste complexo de inferioridade que acha que no Brasil tudo tem que ser atrasado e esculhambado.
    Enfim, vamos em frente e sedimentando o caminho para novas vitórias do PARTIDO VERDE nos anos a seguir.
    fraternal abço
    Augusto Queiroz

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  17. Meu voto no primeiro turno foi para Marina e acabei em votando em Dilma tambem.

    Eu espero que ela consiga colocar o Brasil nos trilhos da alfabetização, do acesso ao atendimento digno à saúde, à segurança e por aí vai.

    Estou confiante.

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  18. É Augusto e Jussiara, isso é o que todos queremos. Aqueles que mantêm-se na oposição devem se lembrar que, mantendo o olho aberto para as falhas, incentivar os acertos.
    Abraços

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  19. Aureo,
    grata pelo texto. Precisamos do olhar profundo, da visão ampla, do
    sentimento intenso de compaixão pelo humano e da compreensão de união
    com o todo. Precisamos desse senso dos nossos limites e das nossas
    grandes possibilidades. Não podemos mais aceitar que se disseminem
    ilusões. Precisamos contribuir para o cultivo de seres humanos críticos,
    humildes, autônomos. Obrigada pelas sugestões de leitura. Continue
    presente e sendo um presente. Abraço, Rosana

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  20. Dr. Áureo

    Parabenizo pela escolha do tema “Dilma e o feminino” pelo fato dessa dimensão (o feminino), embora paradigmática, não ser um dos focos mais trabalhados na atualidade. Registro a coincidência, posto que já havia rabiscado algo, enfocando o verdadeiro sentido do FEMIMINNO NA POLÍTICA BRASILEIRA.

    Não obstante atentar para a visão do todo, numa atitude de análise, sorvi gulosamente parte por parte o aludido artigo, ressaltando as dimensões ontológica, histórica e política, bem como a pertinência da abordagem sobre a complementaridade, princípio não muito usado pelos escritores. Estes esquecem que a relação partícula/ onda é mais do que um instrumento contra hegemônico, podendo ser entendida como a resistência contra o apartheid entre ricos de um lado e pobres do outro e que prescreve como ação propedêutica e profilaxia o genocídio dos excluídos, como a saída para si e para a humanidade.

    Vamos torcer para que o governo seja marcado realmente pelo feminino ( o que poderia também o ser mediante as ações de um homem). Assim o Brasil vivenciará a plenitude do verdadeiro sentido da categoria em apreço, na busca do entendimento, dentre outras coisas, que o processo da vida e os processos de aprendizagem se confundem (ASSMAN, 1998); que se vive de mortes e se morre de vidas (HERÁCLITO, apud Morin, 1999 ); que o homem, antes insular, educado pela aglutinação justaposta das ciências, as quais são caracterizadas pelas cizânias e diásporas entre o que é físico e o que é humano é tido como elemento cósmico, universal, produto da recorrência complementar, multidimensional e Complexa (MORIN,2000).
    É substantivo entender que este homem (o brasileiro), metalingüisticamente, traz no seio da sua humanidade a existência da diversidade (mental, psíquica, afetiva, intelectual, etc.) sendo, pois, caracterizado segundo a dimensão unitas multiplex, unidade e diversidade humanas (termo usado por MORIN, 2000).
    Vamos, pois, dar as mãos e fazer gestões para que o verdadeiro sentido do feminino tenha ressonância no agora, não importando a sua denotação enquanto, Ruah ( hebraico), Pneuma (grego)ou Spiritus (latim), palavras estas, que apontam em uma só direção: Para a FONTE, para a VIDA.

    O abraço “gilânico” ( numa paráfrase a você. Agradeço pela oportunidade de aprender esta nova adjetivação),

    Marilene

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  21. Grato Rosana pelos comentários. Penso que necessitamos estar plenos de humildade ao tempo em que revestidos da grandeza de ser parte de um mundo tão maravilhoso. Pelos comentários que temos tido aqui no blog, vejo que já há mta gente voltada para um mundo novo (de verdade).
    O comentário de Marilene merece sentar e ler e reler. Foi o que fiz. Já o li quatro vezes. E sigo pensando.
    Sinto gratidão.
    Um abraço

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  22. É Áureo, como vc. mesmo disse no e.mail que endereçou para minha caixa de e.mails me convidando para o diálogo, coisa que fiquei sem entender pois não nos conhecemos a não ser numa rápida consulta médica,e algumas polêmicas criadas no seu blog,o seu texto é muito longo e não se esgota, fiz leitura dinâmica e mesmo assim me cansei muito. Acho que tanto a fala como a escrita engessada num mundo em que a síntese e a palavra simples se torna cada vez mais necessária é complicado.Entendo que de vez em quando temos orgulho em mostrar nossa cultura e erudição,acho que mesmo num seminário a palavra simples sem muitos rebusques atuam melhor,nos tornamos menos pernósticos, principalmente para os formadores de opinião que se dirigem a um público heterogêneo,(vide exemplo do presidente Lula que com sua palavra simples atingiu o coração de milhões de brasileiros inclusive tenho certeza o seu).A Dilma creio, vai ter erros e acertos e ela tem falado sim em melhorar a educação no país...as estatísticas do governo Lula mostraram uma melhora sem precedentes na educação principalmente dos mais humildes, não vi isto no seu antecessor(de Lula) que só se preocupou em privatizar, vender as riquezas do país beneficiar a elite.E acho sinceramente, que nenhum outro vai ser pior que ele. A mulher nem assumiu o governo...como disse no meu e.mail em resposta, parece uma ejaculação precoce. Não sou feminista nem defendo o feminismo mas acho que sem dúvida foi um movimento importantíssimo não só para a mulher como também para o homem, mudanças profundas de paradigmas, mas foi um movimento que como todos os outros precisa ser revisto mesmo porque isto aconteceu fim do sec.XIX início do sec. XX, décadas de 60, 70, 80 até a década de 90 (vide google)
    Homens e mulheres cruéis existiram sempre (em outro momento da história)e é claro que ainda existe muita crueldade,perseguições,mortes, perdas de amigos, familiares não como na ditadura mas tanto quanto em outros aspetos. Gostei do parágrafo "quando insultamos (e aqui coloco veladamente que é a pior forma de se insultar ou pejorativamente idem)aliás seu texto começa com uma piadinha...sem graça... Cito para não ser injusta (e o mundo é injusto) nome de mulheres fantásticas e com toda a certeza tiveram ao seu lado homens maravilhosos também: Cleópatra-arguta líder política, Amy Johnson, primeira mulher a voar sozinha ao redor do mundo. Emmeline Pankhurst que defendeu com a própria morte o direito ao voto, Anne Frank com seus comoventes diários.Dian Fossey com seu trabalho com gorilas ameaçados de extinção(morreu assassinada) e muitas outras, ah! as mães da Praça de Maio que choram seus filhos...creio que homens como Gandhi,Lennon e mais ousadamente Jesus Cristo, Paramahansa tiveram mães que cuidaram afetivamente dos seus filhos.Concordo com vc. com relação ao livro do Capra A Teia da Vida, lindo, li em 94 terei que relê-lo pois os livros perdem ou ganham importância ao longo do tempo acho que Herman Hesse o meu mais querido autor e Shakespeare continuam bem atuais.Lindo será quando seguirmos o conselho do Gandhi "fazermos em nós as mudanças que queremos ver no mundo" e que homens e mulheres polemizando e discutindo se tornem mais amorosos uns com os outros. Concordo aqui com o comentário do Diego. Lília Campos

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  23. Ou melhor concordo aqui com o comentário do Diogo. Lília Campos

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  24. O seu comentário, Lília, foi bem longo e merece ser relido. Cada texto traz em si aquela condição estranha que vc diz sobre a linguagem e a escrita: que engessa. Mas ao mesmo tempo é uma forma que temos de comunicar. Ainda bem que vivemos em um lugar onde podemos dizer aquilo que pensamos. Onde podemos convidar a todos para dialogar sobre o mundo e suas emergências, usando a linguagem que temos e com a qual nos sentimos à vontade. Fico horrorizado com aqueles que esculhambam com Lula pelos seus reais e supostos erros de português, mas tb acho que estão errados aqueles que deixam de usar palavras desafiadoras (pq não tão utilizadas na linguagem coloquial)com a idéia de simplificar. Na verdade não simplificam, empobrecem. Quero o diálogo pq quero aprender, daí o convite.
    Em realidade, depois de ler Washington, Fábio, Marilena etc. nos comentários, fiquei com vontade de continuar diálogos sobre diversos assuntos que me tocam e que emergem nesse mundo.
    Um abraço,

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  25. Eu gosto da linguagem simples.

    Sou da melodia e não das letras. Ou seja, eu tenho mais afinidade com as instrumentações melodiosas mas linguagem muito rebuscada, cheia de entre-linhas, citando esse ou aquele me cansa.( fico boiando).

    Daí, talvez, eu não me arrepiar com Caetano pois ele é bom de língua (letras)rsrsr mas peca na melodia e eu só me arrepio com melodias, com músicas. Não preciso das letras.

    Daí minha identificação com artistas tipo Yanni e a minha facilidade de tocar Adágio Sonata ao Luar de Beethoven e diga-se de passagem, aos 12 aos de idade. E não há genialidade nisso. Apenas sintonia.

    Portanto fico com a Cora Coralina e suas conversas ao pé do fogão.

    Escrevo com muita simplicidade pois a vida simples é quem me inspira.

    E tenho muita admiração quem consegue escrever e pensar como os Fábios, Washington e Marilenas da vida.

    E, claro, o ditoso amigo Dr.Áureo que certamente escreve com a alma e tem muito de Coralina em seus escritos.

    Abraços

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  26. Vc me faz pensar, Jussiara, ou melhor, lembrar. Uma vez participei de um mutirão no Capão, com pedreiros para construir um espaço comunitário, por um mês. Eles adoravam me apanhar em armadilhas de palavras com duplo sentido. Eles tinham mta agilidade mental para estas coisas. Um dia conversamos sobre Sócrates e a democracia ateniense e fiquei emocionado ao notar o que estava conversando com eles e como houve interesse da parte deles. Gosto mto de conversar com o povo daqui e aprendo mto; destaco Maninho e o saudoso Anísio. Porém as "conversas" como as que temos no blog me fazem falta. Linguagens são alimentos. Degustemos vários tipos.
    Abração,
    Aureo Augusto

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  28. Eu e você temos a mesma sintonia em relação a estas pessoas. Você no Capão e eu em Cações. É praticamente igual. A diferença é o povo. A alma dos capoenses distoa dos caçoenses.

    Pelo que eu já percebi e pelos seus escritos, o povo do Capão é um povo acohedor, aberto ao aprender e acostumado ao vai e vem de pessoas, inclusive de outras nacionalidades o que faz com que este lugar seja realmente um lugar bom para se viver. Sorte deles ter você, Cibele e tantos e tantos outros.

    Mas Cações, meu amig. Oh! Cações o que fizeste para amar-te tanto....rsrssr.

    Eta lugarzim de povim difici. Sabe aqueles descedentes de índios brabos, desconfiados, fechados? Incrível. Eles se bastam e não gostam de forasteiros. Estou lá há mais de 40 anos ou seja, fui para lá uma menininha, todos me conhecem e só de uns tempos para cá eu fui "laureada" na condição de nativa....rsrsrsr.

    É vero. Foi preciso eu acolher muito, virar dinda, comadre, abraçar, beijar, me doar para que eles me aceitassem como parte deles.

    Virei nativa e ai de quem encostar em um fio de cabelo meu (e dos meus). Ai de quem. Isso eles resolvem na ponta do facão ou na paulada do remo.

    Gosto dessa proteção e amo ser paparicada por eles. Ganho presentes tipo peixes, lagostas, aimpins, mariscos, frutas, castanhas, etc, tipo vc aí no Capão.

    E haja visitas em minha casa. Fazem verdadeiras romarias em minha casa, quando eu estou lá.

    Eu amo conversar com eles. Tem um papo típico, uma linguagem cheia de duplo sentido, isso mesmo eu dou verdadeiras overdoses de gargalhadas pq amo rir. Mas choro com eles também. Os processos deles, os problemas, as dificuldades, as angústias, acabou eu assimilando e como sou muito sensível e ainda despreparada emocionalmente, acabo lavando a alma em lágrimas, em abraços, quando eles vem me contar as suas lamúrias e suas tragédias familiares.

    Amo as crianças de lá. Sou a TIA JÚ deles e eu me sinto muito feliz e agradecida a a Deus por esta grande oportunidade.

    E o bom de tudo isso , é o meu marido e meus filhos partilharem desse néctar também.

    Por isso foi, sem o menor medo ou preconceito, que eu acolhi um deles, meu afilhado escolhido por ele mesmo. Ele nos escolheu para sermos seus padrinhos, já adolescente e atualmente mora conosco. Uma alma linda e nobre. Tem 21 anos e esperamos em Deus que ele logo trilhe o caminho de uma vida profissional e emocional equilibrada.

    Não sintotanta falta desse papo, deste aqui do blog porque eu vivo em Salvador, diferente de você que vive no Capão, portanto o meu caminho é sempre o inverso do seu. Aqui na capital eu já convivo com uma família imensa, cheia de irmãos, muitos amigos, filhos, nora,colegas do Turismo, enfim. Mas é lá que a minha alma se nutre. Da vida simples e benfazeja, como uma brisa cheirando a maresia que enche o meu espírito de felicidade.

    Amo o seu blog. Continue postando temas maravilhosos e nos dando oportunidade crescer.

    Abraços

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  29. Só complementando:

    na verdade eu não sinto falta dos "papos cabeças" da Capital pq eu já vivo aqui mas eu sinto muita falta de uma miscigenação saudável em Cações.

    Como no Capão aonde o mundo se encontre mas a maioria são pessoas que estão conectadas com as questões do meio ambiente, da socialização saudável, da convivência e um sentimento de orgulho de pertencer a um lugar tão belo como a Chapada.

    Em Cações falta tudo isso. Venho fazendo um trabalho árduo e de formiguinha porém bem informal e quase solitário. Não sou ligada a nada lá. Nem partidos políticos, nem Ongs, nem Associações. Apenas o meu lado humano e espiritual tem norteado as minhas ações lá. Mas sofro com as dificuldades e tenho medo que aquele lugar se deteriorize.

    Cações é lindo. Tem uma vista belissimas do lado oposto da Ilha de Itaparica, a Contra-Costa, ainda desconhecida pelos predadores humanos. Tem a Ilha do Cal que lembra muito o Caribe mas falta muita coisa e corre risco de se acabar, como tanta coisa bela tem se acabado neste Planeta.

    P.S - O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:

    Visitar o blog de Dr. Áureo, causa comichões nas mãos e os indivíduos podem ser acometidos pelo desejo febril de escrever, escrever. Portanto pratiquem este blog. Faz bem ao cérebro e a Alma. rsrsrs.

    Abraços,

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  30. Eh Jussiara, acho que não é só pelo blog que vc gosta de escrever, vc gosta mesmo da onda! Interessante sua comparação entre a maneira de ser do povo daqui com o povo de Cações. Fico me perguntando o porquê das diferenças. Regra geral o povo tem sofrido mto na mão daqueles que mandam no sistema. No entanto as respostas acabam sendo diferentes. Seguramente isso se deve em parte ao fato de que embora as histórias de dominação existam, existem tb vários modelos de dominação. Algumas pessoas que moram em Lençóis me disseram coisas de lá que se parecem com o que vc escreveu sobre Cações. Mas Lençóis foi o centro do coronelado e seus jagunços. O Capão era a periferia da periferia (já que Palmeiras, a cidade da qual o Vale do Capão faz parte, já era periférica a Lençóis).
    Há que pensar.
    Um abração,
    Aureo Augusto

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